Seminário movimenta economia e o turismo no país

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Por Simone Andrade

Brasília é conhecida pelo turismo cívico, mas quem de outro estado ou país passaria toda as férias de Julho na capital apenas por turismo? Todos os anos, o Seminário Internacional de Dança de Brasília traz uma gama de professores internacionais e alunos, que movimentam setores hoteleiros, alimentação e transporte da cidade. Além dos empregos diretos e indiretos gerados pelo próprio evento.

Não só Brasília, mas outros estados do país também ganham. Por exemplo, os professores estrangeiros têm como prática viajar pelo Brasil após o Seminário. Com isso, além de promover talentos brasileiros para o cenário mundial da dança, o Seminário contribui para a economia da cidade e o fortalecimento do turismo.

Tem também os alunos que vêem de todos os estados brasileiros e do exterior. É o caso da aluna que veio da França, Florie Leclercq-dory (24), que vem ao Seminário pelo segundo ano consecutivo. “Na França, aulas de pas de deux são muito caras”, conta. “Prefiro reunir o dinheiro e vir ao Brasil. Sai mais barato se for pensar que conheço outra cultura, encontro professores de vários lugares. Professores que jamais conseguiria uma aula com eles”, conclui Leclercq.

Passagens e hospagens

Além de passagens aéreas e alimentação, alunos e professores que acompanham seus alunos acabam tendo uma despesa elevada. A professora Fernanda Chaves, do Rio de Janeiro, veio com três alunos e conta que a diretora da escola pagou quase quatro mil reais para que os participantes ficassem hospedados em um flat próximo ao estádio Mané Garrincha. “Além disso, ainda tem alimentação e transporte para duas semanas de Seminário”, lembra Chaves.

Janaina Chitolina veio de Sinope, Mato Grosso, acompanhar a filha. “Vinhemos três pessoas, eu, ela e o garoto de Cuiabá que dança com ela”, conta. Chitolina alugou um flet a R$2.700,00. “Acredito que com passagem, hospedagem, inscrições e transporte devemos gastar uns R$3.000,00 cada um”, calcula.

Maria Antunes, do Rio de Janeiro, conseguiu hospedar na casa de um amigo de um conhecido da filha, o que reduziu bastante os gastos, mas ainda assim estima gastar uns R$3000,00. “Temos que almoçar aqui e o transporte também, às vezes tem que pegar um taxi”, disse.

Lembraças

A correpetidora Shoshana Band conta que não gastou muito com a viagem, mas não resistiu e acabou comprando alguns presentes e lembranças que, segundo ela, custou R$1.100,00.

TURISMO PÓS-EVENTO

O professor Austin Hartel, por exemplo, que está acompanhado da esposa e também professora Thyrsa da Rosa e o filho Aidin Hartel, vai para Foz do Iguaçu quando acabar o Seminário. “Todas as vezes eu quero ir ver as cataratas e ela (Thyrsa) me pergunta: Por quê? É uma das coisas mais incríveis no mundo. É a maior catarata por volume”, diz o professor entusiasmado.

Quem também gosta de passear pelo Brasil, principalmente pelas praias de Pernambuco é o professor Vladimir Klos. Apesar de este ano não estender a passagem pelo Brasil, o casal costuma pegar um sol em Porto de Galinhas (PE) antes de voltarem para a Alemanha.

Este é um evento da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal em parceria com a Associação Cultural Claudio Santoro.

Este evento faz parte do programa DANCE BRASIL.

Para reproduzir as matérias basta somente dar crédito à Agência Dance Brasil.

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