Baianos marcam presença no Seminário

 

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Talentos baianos no Seminário. Foto: Vanessa Miyasaka.

Por Vanessa Miyasaka –

Entre bailarinos vindos de todos os cantos do Brasil, quatro baianos. De diferentes partes do Estado, os dançarinos vêem no Seminário de Dança de Brasília uma oportunidade de ganhar bolsas para estudar no exterior e de aprender com professores tão experientes. Além da terra natal, os baianos encontraram uma coisa em comum: a paixão pela dança contemporânea. No Seminário, os bailarinos dão preferência para os professores Austin Hartel e Davi Rodrigues, que lecionam aulas de contemporâneo.

Foi nas festas juninas de Feira de Santana que Juan Duarte (17) teve o primeiro contato com a dança. Observando-o a dançar quadrilha, um professor viu no bailarino um talento artístico. Assim, o jovem começou suas aulas de jazz, clássico e moderno, na escola. Desde então já se passaram cinco anos.

Hoje, estuda na Escola de Bolshoi, quer se especializar em contemporânea e sonha com uma carreira na dança. “É o sonho de qualquer bailarino estudar e trabalhar no exterior”, diz Duarte. Essa é a segunda vez que o bailarino participa do Seminário, ele volta com o desejo de subir ao pódio e obter mais conhecimento nas aulas.

Josué Amazonas (19), morador de Lauro de Freitas, fica feliz pela oportunidade de encontrar bailarinos de seu Estado no Seminário. “A gente se identifica muito”. Josué tem aproveitado bem as lições dos professores Austin e Davi. “Eles têm uma movimentação muito diferente do que a gente acostuma a ver”, conta.

DIFICULDADES

Na dança desde os 15 anos, Emerson Nascimento (21) procurou se especializar na arte. “Desde que me conheço por gente gosto de dançar”, conta. Em 2013, formou-se em dança contemporânea na Escola de Teatro Bolshoi no Brasil.

Depois de formado, o bailarino tentou a carreira no exterior. Nascimento passou por escolas em Chicago (EUA) até conseguir uma bolsa de estudos na escola americana Alvin Ailey American Dance Theater, em Nova Iorque, lugar onde ficou até o ano passado. O bailarino ganhou uma bolsa de extensão, porém não conseguiu comprovar condições de se manter no país. “Me pediram um documento de U$23 mil, valor que eu não tinha”, lamenta. Nascimento voltou para Salvador e, hoje, dá aulas na cidade.

Outra história é a de Igor Gomes (21). O bailarino começou a dançar em um projeto social em Salvador, seis meses depois prestou audição para a escola de Bolshoi, em Santa Catarina. Na primeira tentativa, não obteve sucesso. Gomes, porém, não desistiu de seu sonho e decidiu morar na cidade catarinense para tentar pela segunda vez. “Era muito difícil ficar longe da família em um Estado diferente longe de casa”, lembra-se.

Em 2011, data da segunda tentativa, Gomes entrou na escola para as turmas de dança contemporânea. Hoje, é professor e dançarino de uma companhia em Santa Catarina.

Este é um evento da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal em parceria com a Associação Cultural Claudio Santoro.

Este evento faz parte do programa DANCE BRASIL.

Para reproduzir as matérias basta somente dar crédito à Agência Dance Brasil.

Uma resposta para “Baianos marcam presença no Seminário

  1. Show… Se esse era o seu sonho Josué, você está conseguindo realizar. Deus abençoe e que esse amor pelo que você faz se aperfeiçoe a cada dia. Sucessos!

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