Tudo para os bailarinos

Cláudia Paiva. Foto: Vanessa Miyasaka.

Cláudia Paiva. Foto: Vanessa Miyasaka.

 

Por Simone Andrade

Cláudia Paiva é professora do Colégio Visão, escola regular de Formosa-GO, que tem na grade curricular o ballet como opção de prática extraclasse. Todos os anos, a professora faz questão de organizar com pais e a diretora a vinda de alunos ao Seminário Internacional de Dança de Brasília. “Ano passado vieram quatro e esse ano, 14”, conta a professora. As crianças fazem uma longa viagem todos os dias de Formosa até o Estádio Mané Garrincha, mas isso não é esforço para elas. Segundo a professora, todas se sentem independentes vindo de ônibus entre coleguinhas.

Paiva, que se formou em um conservatório no interior do Rio Grande do Sul passou pelo Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, faz de tudo para que as crianças encontrem seus caminhos na vida por meio da dança. “É um prazer ver a felicidade delas encantadas com o fato de um falar espanhol, o outro inglês, ou alemão. Procuro com isso mostrar para elas quanta coisa há para aprender na vida”, relata. “Além do ballet em si, isso faz com que elas tenham mais cede pelo aprendizado”.

Quanto ao seminário, a professora se diz maravilhada. “Só esse evento dá a oportunidade para essas crianças terem uma formação diferenciada”, aponta. “Quando elas teriam a oportunidade de estar com esses professores incríveis?”, ressalta. Para Paiva, é impressionante comoa coordenadora Gisèle Santoro promove o seminário completamente voltado para o bailarino. “Os eventos que vemos por aí estão preocupados com a aparência ou com privilegiar uma escola ou outra. Aqui não. Aqui não visa academia, não visa coreógrafo, visa o bailarino”, elogia a professora.

As 14 alunas participam da classe Estrelinhas (7 a 11 anos) com a professora Evandra Martins. Paiva acompanhou algumas aulas e ressaltou também a competência da professora. “É didática e sabe o que está fazendo”, observa. “Normalmente, muitos professores querem adiantar a aprendizagem e a Evandra entende que cada coisa tem seu tempo e que a base da aprendizagem reflete na qualidade do bailarino em níveis mais avançados”, analisa.

Vendo a forma de trabalho de Evandra, a professora Cláudia diz sentir-se aliviada. “Como fiquei um tempo afastada da sala de aula, via algumas pessoas adiantando os processos com as crianças e ficava preocupada pensando que talvez eu estivesse desatualizada. Mas vendo a Evandra me sinto mais confiante para continuar o trabalho gradual com as meninas”.

Paiva conta ainda que todos os anos prepara uma peça para que as crianças se apresentem em Dezembro, na escola. “Faço um musical que integra todas as crianças. Como elas têm idades distintas, muitas ainda demoram para se situarem no palco, mas é fundamental garantir que todas construam o espetáculo, pois assim elas ficam estimuladas e os pais, encantados com o espetáculo, aprendem a incentivá-las”, diz a professora. Ano passado as crianças apresentaram o Mágico de Oz e, para este ano, preparam o Peter Pan.

Este é um evento da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal em parceria com a Associação Cultural Claudio Santoro.

Este evento faz parte do programa DANCE BRASIL.

Para reproduzir as matérias basta somente dar crédito à Agência Dance Brasil.

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