Bailarinos do Seminário aprendem um pouco sobre a cultura cigana

x

Grupo Kalinka participa do Seminário de Dança – Foto: Vanessa Miyasaka

Por Simone Andrade –

O Grupo Sara Kalí, do Projeto Kalinka, ministrou, nesta sexta-feira (17/07), oficina sobre a cultura cigana. Aproximadamente 30 alunos participaram das atividades de conscientização e desmistificação da cultura romani (cigana).

A professora e coordenadora do grupo, Lucimara Cavalcante, iniciou as atividades com uma dinâmica que dividiu a sala em três grupos. Um deles fez o papel de ciganos, que viajavam por determinada região tentando se instalar em algum município. Os outros dois grupos repreendiam a entrada dos ciganos em seus respectivos municípios, impondo condições para que eles permanecessem na cidade. “Para cada público ministramos uma vivência diferente, nosso objetivo é fazer com que essas pessoas desmistifiquem a imagem do cigano e sejam multiplicadores desse conhecimento”, conta Lucimara, “muitos ciganos optam por negarem o pertencimento como forma de evitar a exclusão e o preconceito. Isso é muito triste”, finalizou.

Luana Correia, 19, bailarina do Rio de Janeiro, participou efetivamente de cada momento da oficina e conta que já teve uma experiência em que reagiu negativamente. “Uma vez uma cigana pediu para ler a minha mãe e eu tive uma reação de medo, hoje entendi o porquê e um pouco de como é a vida deles”, disse a aluna.

OPTCHÁ, A SAUDAÇÃO CIGANA

Após a dinâmica, quando todos já estavam empolgados para a próxima etapa da oficina, a professora deu início aos ensinamentos de algumas expressões importantes para os ciganos.

A que fez mais sucesso e virou jargão para o resto da noite foi o optchá. Uma saudação equivalente a um oi, olá ou tchau caloroso, como tudo na cultura romani.

AS DANÇAS

Depois de um dia extenso de aulas, os bailarinos mantiveram o comportamento na oficina: interessados e aplicados. A professora explicou quatro diferentes estilos de dança cigana, de quais regiões proviam, os benefícios da dança para o corpo, sobre o flerte entre os apaixonados e, claro, todos dançaram.

“Maravilhoso! Deveria ter essa opção nas escolas de dança. É um trabalho lindo. Já sabia algumas coisas, por exemplo, que a santa Sara era a santa protetora deles, mas foi muito bom saber um pouco sobre o que eles passam com o preconceito e os diferentes estilos de dança”, disse Vitória Nobre, 20, entusiasmada. “A dança é linda!”. Vitória faz ballet clássico e também veio do Rio de Janeiro para o evento.

O Grupo Sara Kali terminou a oficina com 20 minutos de apresentação. Algumas partes da apresentação eram ensaiadas. Mas, como bem explicou a professora, a dança cigana não aceita coreografia. “Nós aprendemos as técnicas dos passos e na hora os bailarinos dançam livremente”, explicou. “É realmente uma manifestação do bailarino, naquele momento específico, para aquele público. Muitas vezes alguém pede, ‘quero que apresentem essa dança novamente’. Não tem como. A apresentação cigana é como um rio, nunca será a mesma.”

Este é um evento da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal em parceria com a Associação Cultural Claudio Santoro.

Este evento faz parte do programa DANCE BRASIL.

Para reproduzir as matérias basta somente dar crédito à Agência Dance Brasil.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s