São Paulo Companhia de Dança participa do Seminário Internacional de Dança de Brasília

A brasiliense Letícia Martins em Mamihlapinatapai, de Jomar Mesquita. Foto: Arthur Wolkovier

A brasiliense Letícia Martins em Mamihlapinatapai, de Jomar Mesquita. Foto: Arthur Wolkovier

Por Assessoria de Comunicação –

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD), mantida pela Secretaria de Cultura e o Governo do Estado de São Paulo, sob direção de Inês Bogéa, se apresenta pela primeira vez em Brasília (DF). A estreia acontece no dia 26 de julho (domingo), às 20h, no Estádio Mané Garrincha (Asa Norte s/n), na Gala dos Premiados do Seminário Internacional de Dança de Brasília.

Na ocasião, o público poderá conferir o Grand Pas de Deux de Dom Quixote, coreografada a partir do original de 1869 de Marius Petipa (1818-1910); e Mamihlapinatapai, criada especialmente para a SPCD por Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro.

E entre os bailarinos que integram o elenco da SPCD estão Letícia Martins e Diego de Paula, ambos ex-bolsistas do Seminário, em 2005 e 2001, respectivamente.

“Estamos muito felizes em podermos participar do Seminário Internacional de Dança de Brasília pois o evento dá a muitos bailarinos amadores a oportunidade de começarem suas carreiras profissionais no Brasil ou no exterior. Dois bailarinos da SPCD, que voltam ao palco nesta apresentação, Letícia Martins e Diego de Paula, são bolsistas do festival e dançaram por um tempo na Alemanha”, fala Inês Bogéa, diretora artística da São Paulo Companhia de Dança. “Estaremos pela primeira vez em Brasília e queremos conhecer ainda mais a dança que se faz aqui”, completa.

Letícia, que nasceu em Brasília, dança o pas de deux principal de Mamihlapinatapai, obra que fala dos desejos, encontros e desencontros do amor.  “É muito bom dançar na minha cidade depois de tantos anos longe, ainda mais agora representando a São Paulo Companhia de Dança, que vem pela primeira vez à capital federal. É gratificante poder retribuir com a nossa arte tudo o que esse evento proporciona para a classe artística. O reencontro com tantos amigos na plateia e no palco traz uma emoção especial a essa apresentação”, afirma a bailarina brasiliense.

Diego, que interpreta Basílio, personagem principal do Grand Pas de Deux de Dom Quixote, coreografia inspirada num capítulo da famosa obra de Miguel de Cervantes, compartilha deste sentimento. “Voltar a Brasília é como voltar no tempo, rever pessoas queridas e relembrar momentos inesquecíveis que deram início a minha carreira como bailarino profissional”, fala Diego.

Letícia Martins (1987) | É natural de Brasília (DF). Começou a dançar em 1997, na Academia Lúcia Toller, e deu continuidade aos estudos com Gisele Santoro. Em 2005, por meio do Seminário Internacional de Dança de Brasília, partiu para a Alemanha, onde estagiou na Companhia de Ballet do Theater Magdeburg.  No ano seguinte, ingressou na Companhia de Ballet do Theater Nordhausen (Alemanha), onde permaneceu até 2010. Ainda na Alemanha integrou o elenco da Companhia de Ballet do Stadttheater Bremerhaven. Retornou ao Brasil em 2012. É bailarina da SPCD desde 2013.

Diego de Paula (1984) | Nasceu em Suzano e iniciou seus estudos em dança, em 1995, no Studio Márcia Belarmino, em Suzano, São Paulo. A partir de 2001 foi admitido na Akademie des Tanzes, dirigida por Birgit Keil, em Mannheim, Alemanha. Em 2003 foi contratado pela Badisches Staatstheater Karlsrule, também na Alemanha, onde foi promovido solista em 2006 e primeiro bailarino em 2008, cargo que ocupou até 2011. Já dançou coreografias e versões de balés de Uwe Scholz, Jean-Christopher Maillot, Hans Van Manen, Mac Millian, Balanchine, Peter Wright, Ashton, e outros. É bailarino da SPCD desde 2011.

SOBRE O SEMINÁRIO Internacional de Dança de Brasília

O Seminário Internacional de Dança de Brasília foi idealizado em 1991 pela bailarina, professora e coreógrafa Gisele Santoro, quando trabalhava na Fundação Cultural do Distrito Federal e desde sua criação coordenado por sua idealizadora. O Seminário foi criado e é promovido pela Secretaria de Cultura do DF desde o início em parceria com Embaixadas e Instituições Culturais nacionais e internacionais, e hoje é referência internacional por sua projeção, nível e seriedade. Atualmente, a entidade parceira é a Associação Cultural Claudio Santoro. Este ano, o evento conta mais uma vez com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF). Por conta de sua ação cultural, social e turística, o Seminário é único no mundo. Ele consegue reunir as características de um festival às de um congresso acadêmico, com a finalidade de proporcionar uma carreira internacional aos talentos nacionais, por meio do aperfeiçoamento no exterior, obtida com o oferecimento de bolsas de estudo, estágios e contratos em importantes instituições e companhias na Europa, Canadá, Austrália, China e Estados Unidos.

sobre as obras

Grand Pas de Deux de Dom Quixote (2012)

Coreografia: SPCD a partir do original de 1869 deMarius Petipa (1818-1910)

Música: Leon Minkus (1826-1917)

Figurinos: Tânia Agra | Iluminação: Wagner Freire

Estreia da obra de Marius Petipa: 1869, ImperialBallet, Moscou, Rússia

Estreia pela SPCD: 2012, Centro Cultural Oscar Niemeyer, Goiânia, Brasil

Duração: 10 minutos com 2 bailarinos

O Grand Pas de Deux de Dom Quixote é o momento do casamento de Kitri e Basílio, personagens principais dessa obra. Coreografado por Marius Petipa, o balé Dom Quixote é baseado num capítulo da famosa obra de Miguel de Cervantes, que narra as aventuras do barbeiro Basílio e seu amor por Kitri, a filha do taberneiro.

 

Mamihlapinatapai (2012)

Coreografia: Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro

Músicas: Marina de La Riva, composição de Silvio Rodrígues (Te Amaré Y Después); Rodrigo Leão (No Se Nada); e Cris Scabello (Tema final); Cartola e Grupo Planetangos (As Rosas não Falam)

Figurinos: Cláudia Schapira | Iluminação: Joyce Drummond

Estreia mundial: 2012, Teatro GEO, São Paulo, Brasil

Duração: 20 minutos com 9 bailarinos

Mamihlapinatapai trata da relação de desejo entre homem e mulher. Um olhar compartilhado por duas pessoas, cada uma desejando que a outra tome uma iniciativa para que algo aconteça, porém, nenhuma delas age. Este é significado de Mamihlapinatapai, palavra indígena originária da língua yaghan, de uma tribo da Terra do Fogo. O coreógrafo Jomar Mesquita utiliza elementos desconstruídos da dança de salão para criar a peça.

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA

direção artística |  Inês Bogéa

Criada em janeiro de 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) é dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, bailarina, documentarista e escritora. A SPCD apresenta espetáculos no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior e ao longo desse período, já foi assistida por um público superior a 400 mil pessoas em 11 diferentes países, passando por mais de 80 cidades, em mais de 400 apresentações.

A Companhia apresenta um repertório variado, que vai do clássico ao contemporâneo e em 2015 apresenta obras marcadas pela diversidade e pelo ineditismo. Em junho, na Temporada no Teatro Sérgio Cardoso, a SPCD apresentou uma noite especial com três obras, de diferentes períodos, do checo Jirí Kylián: Indigo Rose (1998, estreia na temporada), Petite Mort (1991) e Sechs Tänze (1986), além de Litoral, do argentino Maurício Wainrot, diretor do Ballet Contemporáneo del Teatro San Martín que estreou em São Paulo.  Durante a temporada o público também teve oportunidade de conferir coreografias que já integram o repertório da SPCD como La Sylphide, de Mario Galizzi a partir do original de 1836 de August Bournonville (1805-1879); Mamihlapinatapai, de Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro e GEN, de Cassi Abranches. Para novembro, a Companhia traz ao palco O Sonho de Dom Quixote, um balé clássico a caráter, inspirado na novela do espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616) que será criado especialmente para a SPCD pela brasileira Márcia Haydéeas; as estreias do 4º Ateliê de Coreógrafos Brasileiros: Céu Cinzento, de Clébio Oliveira; e Epiderme de Binho Pacheco, além de workwithinwork (1998), de William Forsythe e Bingo!, de Rafael Gomes.

A dança tem muitas histórias e para revelar um pouco delas, a Companhia criou a série de documentários Figuras da Dança, que traz para você essa arte contada por quem a viveu. A série conta hoje com 30 episódios que você pode assistir nos canais Arte 1 e Canal Curta! e que em 2015 retratarão as carreiras de Nora Esteves e Maria Pia Finocchio.  E para conhecer um pouco mais dos bastidores da SPCD confira a série de documentários Canteiro de Obras, nos mesmos canais de TV. Além disso, você pode participar do Dança em Rede, uma enciclopédia colaborativa de dança online disponível no site da Companhia.

Os Programas Educativos e de Formação de Plateia para a Dança, outra vertente de ação da SPCD, acompanham o movimento da Companhia – a cada cidade por onde nos apresentamos, buscamos encontrar o público em geral e pessoas que apreciam e praticam a arte da dança. Na Palestra Para os Educadores temos a oportunidade de dialogar sobre os bastidores dessa arte com os participantes; as Oficinas de Dança são espaços de aprendizado e troca de informações sobre técnicas de dança; e nos Espetáculos Gratuitos Para Estudantes e Terceira Idade a proposta é de ver, ouvir e perceber o mundo dessa arte.

A SPCD busca uma conexão com a plateia pela paixão, curiosidade e percepção do mundo da dança em movimento. A Companhia é um lugar de encontro dos mais diversos artistas – como coreógrafos, iluminadores, fotógrafos, professores convidados, remontadores, escritores, artistas plásticos, cartunistas, músicos, figurinistas e outros – para que se possa pensar em um projeto brasileiro de dança.

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA | Seminário Internacional de Dança de Brasília

Grand Pas de Deux de Dom Quixote, da SPCD a partir do original de 1869 de Marius Petipa (1818-1910); e Mamihlapinatapai, de Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro.

Dias 26 de julho | domingo, às 20h

Local: Estádio Nacional Mané Garrincha

Endereço: Asa Norte s/n

Valor do ingresso: Gratuito

Indicação Classificativa: Livre

Este é um evento da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal em parceria com a Associação Cultural Claudio Santoro.

Este evento faz parte do programa DANCE BRASIL.

Para reproduzir as matérias basta somente dar crédito à Agência Dance Brasil.

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