Bolsistas do Viva Arte Viva no Seminário

Doner Cavalcante e uma das bolsista do Seminário, Ayla Brandão, do Projeto Arte Viva Arte - foto de Gustavo Cordeiro

Doner Cavalcante e uma das bolsista do Seminário, Ayla Brandão, do Projeto Viva Arte Viva – foto de Gustavo Cordeiro

Gustavo Cordeiro

repórter da Agência Dance Brasil

O XXIII Seminário Internacional de Dança de Brasília é rico em histórias e exemplos de vida. Uma história bem bonita diz respeito a alguns bolsistas,  22 alunos do projeto Viva Arte Viva, mantido pela Orquestra Filarmônica de Brasília (OFB).

Apesar de o grupo participar do Seminário apenas com bailarinos (dois meninos e 20 meninas), o Viva Arte Viva conta com mais de 200 alunos (cerca de 120 em dança, 60 em teatro e 40 em música), das mais variadas idades e classes sociais: “Nós praticamos inclusão social sem exclusão. Independente da idade, da condição financeira, se tem deficiência ou não, todos podem participar”, explica o idealizador do projeto que hoje participa da coordenação, Doner Cavalcante.

Para Doner, os grupos inclusivos que não trabalham com variedade são falhos em seu princípio: “No projeto, o filho do lavador de carros é amigo do filho do professor da UNB. Todos são iguais e bem-vindos”, continua. Segundo o coordenador, os professores são treinados para ajudar nesta “adaptação” cultural, para que não haja discriminação.

A própria OFB conta com profissionais de diversas áreas e origens, já que é independente e autossustentável, mantida pelo próprio cachê das apresentações. Este dinheiro também é usado para manter outros projetos da orquestra, como o grupo HUMUS de teatro profissional. O trabalho é tão focado e sério que um dos meninos que participam no Seminário foi convidado a fazer parte da Cia Jovem de São José dos Campos, conduzida por Marcos Sanches, reconhecido bailarino e diretor.

O Viva Arte Viva não se preocupa apenas com a cultura, ele visa transformar toda a vida do cidadão, atuando como um agente pedagógico no processo geral de aprendizagem. “É legal educar as crianças dançando, a gente se diverte muito e aumenta a autoestima”, confessa Ayla Brandão, uma bailarina de nove anos, moradora de São Sebastião e Bolsista do seminário. “Ela se tornou mais responsável, amadureceu, conseguiu melhorar a timidez, aumentou o interesse pela arte em geral”, diz Roberto Silva, pai de Ayla.

A OFB atualmente negocia com o GDF a possibilidade de uma sede própria, além de subsídio, para poder ampliar a atuação e atingir mais pessoas, e até mesmo conseguir abrir mais espaço para novos talentos dentro da própria orquestra.

Este é um evento da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal em parceria com a Associação Cultural Claudio Santoro.

Este evento faz parte do programa DANCE BRASIL.

Para reproduzir as matérias basta  somente dar crédito à Agência Dance Brasil

2 Respostas para “Bolsistas do Viva Arte Viva no Seminário

  1. nosso maior orgulho projeto viva arte viva que oferece oficinas das belas artes! nossos agradecimentos ao Seminário por proporcionar às o enriquecimento técnico e artístico dos alunos que participam! parabéns à organização pela organização! Bravooooooo!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s