Street dance e Contemporâneo no quinto e penúltimo dia do Arte nos Trilhos (24/07)

 

IN STEPS (CEILÂNDIA)- 5o. dia -Arte nos trilhos- foto de Vera Bandeira

IN STEPS (CEILÂNDIA)- 5o. dia -Arte nos trilhos- foto de Vera Bandeira

Gustavo Cordeiro

repórter da Agência Dance Brasil

Nesta quarta-feira (24),  o Arte nos Trilhos contou com a participação do grupo de balé contemporâneo “IDE com Arte”, e da crew de bboys (break boys, dançarinos de break) “In Steps”. Os dois grupos foram campeões do Brasília Dança/Concurso com Júri Popular, evento realizado no Palco Livre. A animação começou já na estação Central (Rodoviária do Plano Piloto), durante a preparação e continuou, de modo inusitado, dentro dos vagões, enquanto seguiram de uma estação pra outra.

IDE com Arte

A companhia de Taguatinga (DF) tem muita experiência em apresentações públicas, mas foi a primeira vez que ficaram ‘fora dos palcos’: “É muito interessante estar tão próximo das pessoas, não tem nada que separe a gente do público. A gente também se diverte mais, tem menos cobrança”, explicou a bailarina Thays Santos.

Os dançarinos estavam tão empolgados que fizeram performances dentro do trem, usando as barras de segurança. Os passageiros olhavam curiosos e divertidos com a situação. “Nossa, é muito legal. Eu queria saber como está menina faz isto”, disse a estudante Kelly da Silveira, se referindo à bailarina Andreia da Hora (que também é diretora e coreógrafa do grupo). Andréia abriu um espacate no teto da composição.

Nas estações, foi apresentado um trecho do musical O príncipe do Egito, chamado “Liberte-nos”. Esta passagem foi especialmente escolhida por que, segundo Andréia, representa bem a história toda. “A gente tem costume de estar perto do público, mas não tão perto. Foi a primeira vez no Metrô, então queríamos mostrar bem o nosso trabalho”, explicou a bailarina.

InSteps

Os bboys do InSteps – que são de Ceilândia-DF – já são escolados no Seminário Internacional de Dança de Brasília: bicampeões do Palco Livre, os meninos da crew de Alan Papel sempre empolgam a plateia.

Uniformizados (boné, roupas largas e “sneakers” – tênis em inglês), os dançarinos parecem que dançam até quando andam, devido à ginga característica.

“O break veio da rua, então pra gente não tem segredo. Ver uma roda formada, com as pessoas batendo palmas faz parte do nosso dia a dia”, declara Papel.

Interação

Não é só público que ganha, os bailarinos enriquecem o próprio repertório quando observam os colegas de outras modalidades, trocando confidências o tempo todo, ou mesmo ensaiando uns passinhos enquanto assistem. Esta é uma das principais metas de Gisèle Santoro, mostrar que a dança é uma ferramenta de confraternização, e mesmo com a diferença dos estilos, a linguagem corporal é universal.

Este é um evento da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal em parceria com a Associação Cultural Claudio Santoro.

Este evento faz parte do programa DANCE BRASIL.

Para reproduzir as matérias basta  somente dar crédito à Agência Dance Brasil

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