Pré-lançamento do Festival Hip Hop do Cerrado

Palco Livre foi transformado em campo de batalha

Mc Marinho ganhou  a batalha de rimas -foto de Gustavo Cordeiro

Mc Marinho ganhou a batalha de rimas -foto de Gustavo Cordeiro

Gustavo Cordeiro

repórter da Agência Dance Brasil

No último domingo (21/7), o Palco Livre deu espaço para uma batalha ferrenha, o pré-lançamento do Hip-Hop do Cerrado. Foram disputas de Bboys (dançarinos de Break) e Mc’s. Com premiações em dinheiro, o evento faz parte do Dance Brasil -um programa de iniciativas culturais de dança- e é uma prévia do que teremos no V Hip-Hop do Cerrado, com realização prevista para novembro.

As batalhas eram mediadas por Mc Ahoto, um calejado rapper do DF, organizador da Batalha Calango Pensante, tradicional disputa de mc’s que acontece na capital federal, acompanhado do Dj Hugo Drop.

Bboys

Os rapazes do break, break boys ou bboys em inglês, tomaram o palco às 19h. As batalhas aconteciam com dois dançarinos de cada vez, em duas entradas na música. A avaliação da performance era feita por três juízes, que apontavam simultaneamente a mão direita para aquele que achavam vencedor.

“Para poder julgar tem que conhecer muito bem os fundamentos do break, pode não parecer, mas tem muita técnica envolvida”, explica Alan Papel, da Crew InStep, de Ceilância.

Ahoto passava o boné com os nomes dentro para que fossem sorteados os competidores, e por duas vezes houve “w.o”., dando vitória instantânea. Para não prejudicar o sistema de chaves, o Mc indicou que estes ganhadores batalhassem entre si.

A final tinha uma regra diferente, ao invés de duas, seriam três entradas na música, tornando o certame mais emocionante. Os bboys Borracha e Amarelo foram os classificados para disputar o troféu e o prêmio em dinheiro.

Apesar do favoritismo de Borracha, Amarelo foi quem levou a melhor, pois apresentou um repertório de movimentos mais variado.

“Ganhar hoje foi só fazer a lição de casa, a gente ensaia todo dia pra isto mesmo”, declarou Amarelo, que é da Crew Natural Rockers.

 

Mc´s

 

Uma hora depois dava início à batalha de rimas, também ciceroneada por Mc Ahoto. O critério eram as estrofes, que deveriam ser fechadas aos pares, três vezes. Para marcar este intervalo, Ahoto usava sua experiência e levantava o braço a cada vez que um mc deveria fechar o conjunto de versos.

Depois de uma luta intensa entre os oito mc’s inscritos, Sampa e Mc Marinho foram para finalíssima. O resultado já tinha sido antecipado por Lavínia Martins, um loirinha de 17 anos amante do hip-hop: “Eu acho que quem ganha é o Marinho, ele sempre manda muito bem”, torcia.

Antes da decisão houve uma participação especial do Ato Mc, membro da organização do Hip-Hop do Cerrado desde a primeira edição. Ato cantou uma faixa de seu disco produzido pelo Dj Raffa e feita em parceria com o grupo Efeitos, da zona leste de São Paulo.

Marinho levou a melhor e comentou emocionado “Esta é a primeira vez que minha sogra me vê batalhando, eu tinha que ganhar pra representar lá em casa”. A sogra também estava empolgadíssima, dizendo que adorou tudo, que daqui pra frente irá  a todas as apresentações, em companhia da primeira dama de Marinho, Rebeca Fernandes. “Sempre acompanho. Quando ele ganha é melhor, claro, mas a experiência sempre conta”, confessou Rebeca.

Este é um evento da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal em parceria com a Associação Cultural Claudio Santoro.

Este evento faz parte do programa DANCE BRASIL.

Para reproduzir as matérias basta  somente dar crédito à Agência Dance Brasil

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