Começou o concurso realizado no XXIII Seminário Internacional de Dança

A competição dará medalhas, prêmios em dinheiro e até bolsas de estudo.

Na Primeira Etapa do Concurso, os bailarinos apresentam uma mesma variação em grupos

Na Primeira Etapa do Concurso, os bailarinos apresentam uma mesma variação em grupos

Neste domingo (14), foi realizada a primeira etapa do concurso do XXIII Seminário Internacional de Dança.

Uma das facetas do Seminário é a realização de um concurso disputadíssimo, no qual os participantes trazem três coreografias, sendo uma para cada etapa.  Antes de cada disputa eles ganham o benefício de poder escolher um dos professores internacionais do Seminário e aperfeiçoarem o que trouxeram, realizando ensaios supervisionados. A primeira etapa é a mais simples, já que não necessita figurino apropriado, apenas roupa normal de ensaio, e costuma ser realizada numa sala de aula. Nessa etapa, os bailarinos entram em grupos e apresentam uma mesma variação juntos, todos devidamente numerados. Já nas próximas duas fases, chamadas de semi-final e final, os candidatos irão se apresentar no palco de um teatro, com figurino. Essas apresentações servem para que os professores vejam o desempenho de cada um fora de sala de aula e possam consolidar a avaliação sobre qual bailarino ele poderá indicar uma bolsa, estágio ou mesmo um contrato. Isso sem contar nas possíveis medalhas e prêmios em dinheiro. Essas duas etapas finais podem ser acompanhadas pela comunidade, já que o acesso é livre.

O domingo

As apresentações da primeira etapa estavam marcadas para as 10h, mas às 9h os bailarinos já estavam chegando para se aquecer. O clima de expectativa estava no ar, afinal o concurso traz reais oportunidades de reconhecimento, e, mas que isto, de conseguir uma bolsa de estudos internacional.

A carioca Bia Dreux (17) foi uma das primeiras a chegar, e enquanto ouvia música pelo celular ensaiava graciosamente a coreografia no estacionamento. Era a sua primeira vez, ainda assim estava muito confiante. Outra que estava bem tranquila era a paulistana Tabata Yara(23). Tão tranquila que a moça confessou que às vezes cochila nas posições de alongamento.

Mães

Mãe de Miss sofre, mãe de bailarina então!… Silvana Meira estava concentrada enquanto esperava pela filha, Bianca. Se pudesse, seria ela que colocaria as sapatilhas e encararia o desafio no lugar da filha. Quando Bia chegou, na mãe,  a figura indelével de melhor amiga. A dança amplifica os sentimentos, as trocas, as confidências entre as duas. A bailarina estava feliz com as aulas de Sebastian Prantl e Davi Rodrigues, “experiência maior que qualquer prêmio”, segundo a moça.

A grande hora

O ensaio na Sala de Balé do Teatro Nacional Claudio Santoro durou uma hora e fez aumentar a tensão entre os bailarinos. Logo depois começou a “primeira peneira”, sob a atenta avaliação do corpo de jurados, na mesa composta pelos professores e coreógrafos desta edição do evento, presidida por Gisèle Santoro.

Todos estavam tão agitados que mal conseguiam se conter (o que era natural), sendo constantemente advertidos para que não prejudicassem os colegas com o barulho.

Apesar disso, tudo correu tranquilamente e os bailarinos mostraram a que vieram, sendo aplaudidos pelos jurados. Camila Kynskowo e Lucas Borges, por exemplo, apresentaram uma coreografia bem original no duo contemporâneo e conquistaram a admiração também dos colegas.

Ao fim das apresentações, os bailarinos conversavam, trocando impressões, pedindo a opinião dos colegas, especulando entre eles que notas receberiam. Alguns saíram chorando, apreensivos com o resultado. Davi Motta era um deles: estava tão exausto que a câimbra não perdoou, prejudicando o desempenho do carioca (que segundo ele, mora em Moscou e faz parte do Bolshoy).

A avaliação

Os resultados saem na segunda-feira (15/7), mas os juízes parecem já ter uma ideia de quem passará para segunda etapa. “Tem muita gente boa aqui”, afirma a coordenadora do evento, Gisèle Santoro. Mesma visão tem a atriz, bailarina e coreógrafa canadense Christie Manning: “Você consegue ver o potencial deles”, diz. Ela completa dizendo que o ambiente de competição ajuda na avaliação de quem conseguirá seguir carreira: “Nós trabalhamos sobre pressão, tem que ser assim!”, revela.

“Eles estão estressados, cansados, é um sistema muito rígido, mas levamos isto em consideração, nós avaliamos eles diariamente, durante os exercícios, não é somente este momento que vai decidir nossa nota”, analisou coreógrafo e bailarino Alexsandro Guerra.

Este é um evento da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal em parceria com a Associação Cultural Claudio Santoro.

Este evento faz parte do programa DANCE BRASIL.

Para reproduzir as matérias basta  somente dar crédito à Agência Dance Brasil

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