Marcia Jacqueline: Uma bailarina entre os cisnes branco e negro

Primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Márcia Jaqueline fala sobre sua participação na montagem de O Lago dos Cisnes para o Seminário de Dança

Marcia Jacqueline afirma ter certeza que será um grande espetáculo, e que a união da música e da dança acontecerá de maneira grandiosa, levando ao público muita emoção em Brasília.

Marcia Jacqueline afirma ter certeza que será um grande espetáculo, e que a união da música e da dança acontecerá de maneira grandiosa, levando ao público muita emoção em Brasília.

Lúcio Flávio

Repórter da Agência Dance Brasil

Quem viu o drama de 2010, Cisne negro, protagonizado por Natalie Portman, não escondeu certo desconforto diante da complexa teia de dualidade entre os Cisnes Branco e Negro, personagens principais do clássico balé O Lago dos Cisnes, que ganhará nova montagem em Brasília nos dois dias de festa de encerramento do 23º Seminário Internacional de Dança de Brasília.

“O grande desafio é fazer o público achar que o cisne branco e o cisne negro são bailarinas diferentes”, comenta quem entende do assunto, a bailarina Márcia Jaqueline, primeira bailarina do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. “Além de ser um balé tecnicamente muito exigente, requer muita força e fôlego em todos os momentos”, detalha a artista, que será a principal atração da montagem apresentada no Seminário de Dança.

Dificuldades à parte, familiaridade com enredo Márcia Jaqueline tem de sobra já que interpretou os personagens da cultuada história dançando diversas vezes no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Mas um detalhe irá facilitar seu desempenho em cena que é a presença da coreógrafa Gisèle Santoro (filha), responsável pela montagem do balé O Lago dos Cisnes em Brasília, trabalho que sofre sutil influência da remontagem desenvolvida por ela para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A primeira bailarina do Municipal conhece bem os dois: Gisèle e o seu trabalho à frente da peça.

“A Gisèle é uma bailarina que tem o conhecimento do que fala e isso me dava segurança na hora de desenvolver o que ela me pedia”, conta Márcia Jaqueline.  “Ela participou de toda a montagem do Lago… e isso me ajudava muito na criação do personagem”, acredita.

No palco, dividido números com o partner Denis Vieira, primeiro solista da Companhia do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a bailarina destaca que uma boa apresentação é conseguida com bom profissionalismo e confiança no parceiro em cena. Por isso a segurança em se apresentar em Brasília, apesar do frio na barriga.

“Nosso trabalho em cena é muito bom, além de dançarmos juntos somos grandes amigos fora de cena e isso ajuda nosso trabalho fluir de maneira segura quando estamos apresentando”, observa.

Apesar da experiência, a bailarina não esconde a expectativa em subir no Palco do Teatro Nacional para protagonizar mais uma montagem da clássica história de amor entre o príncipe Siegfried e sua amada Odette. “Eu nunca trabalhei com o maestro Cláudio Cohen, mas tenho certeza que será um grande espetáculo, e que a união da música e da dança acontecerá de maneira grandiosa, levando ao público muita emoção”, torce.

Este é um evento da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal em parceria com a Associação Cultural Claudio Santoro.

Este evento faz parte do programa DANCE BRASIL.

Para reproduzir as matérias basta  somente dar crédito à Agência Dance Brasil

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